Comunicação com os Mortos

Comunicação com os Mortos

Pergunta:

Oi Domingos! Faz bastante tempo que não te faço pergunta, né? Pois então aqui vai uma, relativamente grande e bastante importante pra mim. Mas antes preciso contar o que me inspira a pergunta.

O espírito da minha falecida mãe me visita com frequência. Eu me comunico com ela telepaticamente. Mas não é uma telepatia mental e sim sentimental. Isto é, eu sinto o que ela diz, e sinto quando ela me ouve, ou melhor, quando ela capta os meus sentimentos, e nos comunicamos assim. Nunca vejo uma presença física, mas sinto a presença dela vividamente, e “escuto” ela falar comigo. Já aconteceu várias vezes. Numa dessas vezes ela me instrui para dar um determinado remédio, natural, para minha filha mais nova, durante uma ocasião quando ela passava bastante mal, vomitando sem conseguir parar. Minha mãe disse ao meu ouvido: “Dá uma colher de azeite pra ela.” Só isso, e foi embora. Eu dei e foi o que acalmou o estômago da minha filha, e ela parou de vomitar.

No Natal passado, uma amiga minha me telefonou e durante a conversa eu comecei a falar da minha infância e crescimento no Brasil, e eu tentei explicar a esta minha amiga porque eu não sentia saudade de familiares da minha terra natal, com exceção de uma ou duas pessoas, e disse-lhe que nunca me senti acolhida e aceita por eles e por isso nunca houve afinidade que me trouxesse saudades na minha atualidade. Nesta conversa eu também mencionei algumas mágoas que eu tinha da minha mãe.

Alguns meses depois, um dia de repente, eu me dei conta que fazia tempo que o espírito da minha mãe não vinha me visitar. Quando comecei a pensar nisso, me veio a realização, uma compreensão súbita dentro de mim, que era porque ela (o espírito dela) havia ficado triste, se é que posso definir assim, com a conversa acima mencionada, durante a qual eu havia lembrado e mencionado as mágoas que eu tinha dela, e isso cessou o desejo dela vir me visitar, como se ela ficasse “constrangida”, se é que posso definir assim, e não querer “vir” mais. A ausência das visitas, eu compreendi dentro de mim, era como se ela tivesse ido para uma espécie de local espiritual ausente, triste pelas ações dela que haviam me ferido. Ao me conscientizar disso, eu imediatamente comecei a chorar, mas de ansiedade, em querer que ela soubesse que eu a perdoei, e que ela não precisava ficar “acanhada”, ou se sentir “constrangida”, e que voltasse pois eu aprecio muitíssimo as visitas espirituais dela. Aquilo me fez entender, o quanto o perdão sincero e verdadeiro auxilia, ou mesmo liberta, a continuação da jornada do espírito que se vai, outrora em contato “aqui” ou “ali”. Ela já me visitou de novo, depois disso, muito para minha alegria, pois amo esses momentos com ela.

Há uma outra mãe na minha vida (nesta encarnação), também agora falecida, que era a minha madrinha, com quem convivi durante uma grande parte do meu crescimento. Eu sempre me indaguei porque nunca recebi a visita do espírito dela, até recentemente, quando tive a oportunidade de “ouvir” dela e me conscientizar de exatamente o mesmo acima. O espirito desta segunda mãe (postiça, como eu me referia a ela durante meu crescimento) me visitou recentemente, somente porque eu decidi perdoá-la também, de todas as mágoas que sentia dela. Ela me “apareceu” finalmente, depois que eu tomei esta decisão dentro de mim. Percebi, entretanto, sobre este espírito, que ela estava em algum lugar bem mais “distante”, ou mais remoto, ou mais solitário, do que o espirito da minha mãe biológica, como que se “escondida” num lugar mais distante, constrangida de sair e vir fazer contato comigo. Mas o meu perdão das mágoas parece ter funcionado como uma liberação da visitação dela, que finalmente recebi, e quando finalmente entendi que era por isso que ela nunca tinha me “visitado” desde que morreu em 2013. Eu quebrei o hábito de ficar lembrando de mágoas e isso liberou não somente a mim, mas também a visitação do espirito da minha madrinha, minha mãe postiça, que finalmente me apareceu e “falou” comigo.

Este meu relato faz algum sentido pra você, Domingos? É assim que funciona no mundo espiritual, onde há uma espécie de “local remoto para onde vamos, com acanhamento dos nossos atos” que causaram dor em alguém? Eu sinto que sim e que perdoar mágoas causadas por estas almas, quando encarnadas, facilita a liberação desse estado de “acanhamento” no mundo espiritual.

Há um outro espirito que me visita de vez em quando, de um homem com quem quase me casei em 1989. Ele morreu em 2010, mas o espirito dele me aparece de vez em quando e ele me diz que está esperando por mim.

Ficarei muito grata se você pudesse falar neste assunto um pouco.

Christina Breault

Resposta:

Querida Christina,

Temos que levar sempre em conta que, há um certo paralelismo entre lá e cá, ou seja, a pessoa mesmo que passe tempo, contado a nossa maneira, ela além de estar mais sensível, os sentimentos têm mais sabor, ou são mais fortes e mais sensíveis. Consequentemente, perceberá muito mais nas entrelinhas do que aqueles que, como você, aqui ficaram. Então, logicamente, se ela percebeu seu pouco caso ou insensibilidade para com o sentimento dela, ela procurará se afastar até que haja nova motivação ou impulso de ambos os lados! Assim como aqui, lá também as entidades sentem saudades e impulsos para conversarem, principalmente se houver a comunhão de filhos ou filhas!

Procure acalmar seu interior, faça exercícios respiratórios, tipo Yoga, antes de conversar com ela, você se sentirá melhor e ela também, e o contato será mais claro, nítido e produtivo! Para fazer ela mais feliz, procure ouvir e praticar os conselhos dela, que só servirão para lhe ajudar! Procure também não relembrar as mágoas ou os mal feitos entre as duas, seja no pensamento ou na palavra! Pense e realize novos atos positivos, construtivos, e vocês serão mais unidas do que nunca! Assim também com a outra mãe que não pode ser esquecida. Façam uma reunião entre as três, você e elas tracem novos planos para o futuro, pois as duas se encontram do lá de lá e devem ter apreendido mais coisas que você! OK?

Quanto ao outro espírito, dê uma chance a ele, nem que seja por enquanto só na prosa, fazê-lo delinear suas intenções, e dizer exatamente o que ele espera e pra quando e assim vocês vão entabulando uma conversa preparatória e construtiva elevada! OK?

Tudo faz sentido. Pode me encaminhar novos fartos e analizarei com carinho. OK?

Beijos

DYezzi::.

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